Sempre fui gorda. Fato. Cheguei a pesar 90 kg aos 16 anos e não me lembro de vestir um número menor do que 46. Nunca fui satisfeita com o meu peso e passei a vida tentando dietas com nutricionistas, dietas malucas, remédios, injeções, Vigilantes do Peso, simpatias, mas nunca deu certo. Eu sempre desistia, não conseguia seguir… Os medicamentos me deixavam deprimida e eu acabava voltando a comer.

As coisas começaram a mudar quando engordei 20 kg em um ano e mais 10 kg no ano seguinte. Passei a sentir as consequências da obesidade: palpitações, dores no peito, dores nos joelhos e articulações e variações na pressão. Sem falar que o ciclo menstrual ficou totalmente desordenado. Além disso, minha genética não é muito favorável: tenho tendências à diabetes por parte de mãe e hipertensão por parte de pai. Foi então que tomei a decisão: preciso mudar.

Pedi a uma amiga nutricionista, a dra. Stéfanie Görgen, que me passasse uma dieta e me matriculei nas aulas de Karatê, onde treino 3 vezes por semana. Passei também a me arrumar mais, o que é um bom incentivo. Pendurei uma calça que usava na minha época mais magra na porta do guarda-roupa e estou esperando o dia em que vou poder usá-la novamente. E quando conseguir, compro uma menor ainda!

Estou começando essa dieta com medidas nada boas: estava com 105 kg e vestindo 52. Minha meta é 60 kg, já que minha ossatura é larga e o peso seria ideal para meus 1,65 m. Me imaginar magra é um grande incentivo, já que sou toda proporcional: tenho cintura, seios, coxas… Só falta o bumbum que vai receber silicone assim que emagrecer! rs.

Resolvi escrever este blog para me ajudar a controlar a ansiedade, encontrar pessoas que passam pelo mesmo problema que eu, ajudar e ser ajudada e principalmente: pesquisar e divulgar informações sobre saúde e bem-estar.

Um grande beijo!

Agatha